quarta-feira, 29 de junho de 2011

Animais ganham maior proteção com nova estrutura de delegacia em Campinas


A Delegacia de Defesa e Proteção aos Animais de Campinas, primeira do Estado de São Paulo, está completando um ano. De presente, ganhou novo endereço e, agora, tem infraestrutura própria com três investigadores e até um escrivão.

Indícios de falsos veterinários, envenenamentos e tráfico de animais silvestres estão entre os principais alvos das ações da delegacia.

Segundo a delegada Rosana Mortari, a conquista foi um grande passo. "No primeiro ano estivemos voltados a apenas recolher e socorrer animais vítimas de maus-tratos", disse Rosana.

"Não tínhamos sede própria, estávamos junto com o 4° DP [Distrito Policial], no Taquaral, e era necessário dividir os funcionários para todas as tarefas."

Nesse primeiro ano de funcionamento da delegacia foram socorridos e recolhidos cerca de cem animais. Chegam em média à delegacia em torno de 15 denúncias por dia. Maltratar animais é considerado crime pela Lei 9.099, que legisla sobre causas de menor complexidade, mas pode render cadeia e aplicação de multa.

Ocorrências que envolvem cães e gatos são as mais corriqueiras, mas também há denúncias de maus tratos a cavalos, pássaros e até cabras. “Choca a frieza de como algumas pessoas lidam com os animais, totalmente alheias aos sentimentos deles”, afirma a delegada, relembrando alguns casos que chamaram sua atenção.


Um deles é o da pitbull Luna, encontrada totalmente desamparada em um imóvel abandonado. Por causa da sarna, não era possível reconhecer a cor verdadeira da cachorra. Luna foi socorrida e adotada por uma clínica veterinária, onde tinha se tornado a mascote. Mas foi envenenada por um desconhecido e morreu. “Ela foi vítima duas vezes”, disse a delegada.

Há também o caso do cavalo Cabide, vítima de maus-tratos por um carroceiro. Socorrido, o animal foi levado para o Centro de Controle de Zoonoses de Campinas, mas o local foi assaltado e o cavalo sumiu. Algum tempo depois, Cabide foi encontrado pela rua e novamente socorrido.

Para Flavio Lamas, presidente do Conselho de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas, a existência de um setor específico para a proteção aos animais mudou alguns conceitos. “Maltratar animal passou a ser crime de fato e um setor específico mostra o reconhecimento da importância dessa causa.”

Exemplos

Cidades como Sorocaba, Jundiaí e Ribeirão Preto também possuem um setor especializado para a proteção animal. Em Ribeirão Preto o local foi inaugurado em dezembro de 2010 e funciona junto com a Delegacia de Proteção ao Idoso. No total, são três investigadores e um escrivão.

O delegado, Norberto Bocamino, também acumula a função. No entanto, segundo ele, a estrutura tem sido suficiente para checar todas as denúncias. Ele disse que já precisou de mandado de segurança para entrar numa casa e resgatar um cachorro, pois o proprietário não deixou a polícia entrar.

Em todas as cidades, os setores contam com o apoio de ONGs, associações e veterinários voluntários para receber e abrigar os animais e também para preparar e emitir laudos.

Procura se

Pressão vence o mau gosto


Marcas que utilizam pele animal viram alvo de protetores, recebem críticas e um aviso: “Não vamos tolerar crueldade em nome da moda!”

VANESSA GONZALEZ
Em colaboração para a ARCA Brasil



Recentemente a Arezzo, uma das mais famosas marcas de sapatos e bolsas do Brasil, recebeu inúmeras criticas e protestos após lançar a coleção Pele Mania, nome sugestivo e infeliz, que trazia produtos confeccionados com peles e pêlos de coelho, raposa, cabra e lã de ovelha.

Lançada em tempos de redes sociais e comunicação instantânea, a coleção causou um grande mal estar entre protetores e consumidores da marca. Como uma avalanche, o protesto logo se espalhou e se tornou um dos assuntos mais falados no Twitter (trends) e ganhou a página Boicote Arezzo no Facebook, atualmente com mais de 7 mil adeptos.

Diante de tanto repúdio, a marca – num gesto de lucidez – resolveu retirar a coleção das lojas, com um comunicado. Leia alguns trechos:

A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios (...). Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa (...).

“A moda sempre usou peles por uma questão cultural, mas tal hábito começa a mudar com a informação que chega as pessoas a respeito de que modo essa "materia-prima" é obtida. Tortura é a palavra-chave.”, condena o promotor Laerte Fernando Levai.

Outras marcas também utilizam pele animal em suas confecções, mas aos olhos da lei brasileira não fazem nada irregular. Segundo a própria Arezzo, as peles eram regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão.

Se as marcas estão amparadas pela lei, quem pode barrar essa moda tão cruel?

Você decide
Enquanto não temos uma legislação mais justa para os animais, o poder de decisão fica nas mãos do elemento mais valioso para as marcas: o consumidor. Ou seja, o poder de compra é o que decide o que é aceito ou não pela sociedade.

Quando a editora do portal R7, da Rede Record, Alessandra Siedschlag, ficou sabendo da coleção Pele Mania, não pode acreditar. “Não achei possível alguém em 2011 acreditar que vender pele de raposa e de coelho é uma coisa bacana”. Mas infelizmente era verdade e diante do triste fato, resolveu agir.

Em parceria com o amigo David Cohen, com quem tem o site Projeto Salvação, divulgou um cartazete em repúdio à marca. Essa ação poderia ser pontual e não chamar muita atenção, mas @alesie (nickname que utiliza no Twitter), tem mais de 22 mil seguidores e o protesto fez barulho.

A retirada da coleção pela Arezzo foi uma vitória, mas Alessandra é cautelosa, “gostaria que isso realmente se refletisse em um maior respeito aos animais FORA das redes sociais, como por exemplo com os cães abandonados, de que nosso Brasil está cheio e as pessoas encaram como uma coisa comum”, e finaliza, “eu realmente acredito que eles estejam amparados pela lei. Mas isso não quer dizer que seja uma coisa bacana. É cafona, é cruel, é démodé, e meu Deus, estamos no Brasil! Que história é essa de usar pele de raposa?”.

Alessandra, como uma cidadã brasileira inconformada com uma situação, resolveu agir. Para ela, uso de pele animal é crueldade pura e simples. E ponto final.



Pelo mundo
Alguns exemplos internacionais mostram que a pressão de ONGs e, principalmente, da sociedade, está fazendo a diferença pelos animais.

No Canadá, de acordo com a associação Humane Society International, o número de focas assassinadas está diminuindo. Em 2007 foram 217 mil e no passado caiu para 69 mil. Esse ano, apesar do governo canadense autorizar a morte de 268 mil focas, espera-se um número bem menor de óbitos. Os índices vêm caindo graças ao esforço da associação e da maior conscientização da sociedade.

Esse mês, Seul, capital da Coréia do Sul, exigiu que a grife italiana Frendi não utilizasse peças confeccionadas com pele animal. A determinação veio após manifestações de protetores do mundo inteiro.

Ainda em maio, a ONG PETA, famosa por sua ação contra o uso de pele animal, promoveu uma manifestação contra o uso de couro na Índia e ainda enviou a primeira dama norte-americana, Michelle Obama, uma jaqueta de couro sintético, para incentivar o uso de materiais alternativos e livres de crueldade animal.

Alternativas
No Brasil, a professora de Design em Moda na UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina), Neide KohlerSchult, coordena há 7 anos o Programa de Extensão Ecomoda.

"Depois de 7 anos de pesquisas e propostas para um vestuário ecológico e sustentável, vejo que as pessoas estão cada vez mais conscientes quanto ao impacto do consumismo. Trabalho muito com palestras, oficinas, desfiles e também alunos e pessoas da comunidade que pretendem produzir e consumir de modo que o impacto ambiental seja menor”, afirma a Profa. Neide.

Ainda segundo a professora, já existe até opção para o couro utilizado pela indústria automobilística. “No norte do Brasil e em outras regiões temos o maravilhoso couro vegetal, feito de tela de algodão e borracha. Um produto fantástico, praticamente todo exportado e difícil de encontrar aqui no Brasil.”

Reflexão
Para as marcas que ainda utilizam peles de animais, fica a mensagem da professora Neide: “Estas peles devem ser usadas unicamente pelo seu proprietário original: o animal. Este sim deve desfilar a sua beleza pelas passarelas da natureza sob a luz do sol e ao som dos pássaros, das águas, do vento...”, finaliza.

Lembre-se, você é quem dita o que será ou não consumido, o que será ou não aceito. E é inaceitável que nos dias de hoje, com tantas opções, milhares de animais sejam mortos para suprir um consumo supérfluo e sem consciência.

Cidade do Rio de Janeiro da exemplo

SEPDA - Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais



Defesa de Animais

SEPDA e SMTE lançam curso de técnicas de venda de pet shop banho e tosa


Parceria entre as Secretarias promove curso na Fazenda Modelo


27/01/2010 » Autor: Clarisse Chalréo


As Secretarias de Trabalho e Emprego (SMTE) e Especial de Promoção e Defesa dos Animais (SEPDA), ambas da Prefeitura do Rio, formaram parceria para promover o Curso de Tecnicas de Venda de Pet Shop, Banho e Tosa, que propõe formação técnica de pessoas para trabalhar em um dos mais crescentes ramos de negócios no Brasil: o de cuidados com animais. O curso disponibiliza 30 (trinta) vagas para quem tem a escolaridade mínima exigida de 2º grau incompleto, é maior de 18 anos, está desempregado e recebendo seguro-desemprego. Os alunos ganharão vale transporte modal (ida / volta) e lanche. As inscrições e o curso acontecem nas dependências do Centro de Proteção Animal, sede da SEPDA, que fica na Fazenda Modelo, em Guaratiba, Rio de Janeiro.



Mais informações:
Centro de Proteção Animal / Fazenda Modelo
Estrada da Matriz, 4445. Guaratiba, Rio de Janeiro.
Tel.: 3402-5417 / 3402-0388

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Iracional


Se vc ver esta foto e não sentir no mínimo uma repulsa, vc deve estar morto, pois quando um ser humano racional, faz isso como uma criatura viva ,é porque ele já perdeu sua essência , ai meus caros vale tudo, coisas do tipo, Pai matar filho, mãe matar filho, filho matar pai, filho matar mãe e ai por diante, agora me responda quem deveria estar trancado em uma jaula?