terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

LEIS E PROTEÇÃO | DIREITOS DOS ANIMAIS



O Brasil e os países-membros da ONU são signatários da declaração abaixo, proclamada em uma assembléia da UNESCO em Bruxelas, Bélgica, em 27/01/1978

Declaração Universal dos Direitos dos Animais

Art.1o - Todos os animais nascem iguais diante da vida e têm o mesmo direito à existência.

Art.2o - Cada animal tem direito ao respeito. O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar outros animais ou explorá-los, violando este direito. Ele tem o dever de colocar sua consciência a serviço de outros animais. Cada animal tem o direito à consideração e à proteção do homem.

Art.3o - Nenhum animal será submetido a maus-tratos e atos cruéis. Se a morte de um animal é necessária, deve ser instantânea, sem dor nem angústia.

Art.4o - Cada animal que pertence a uma espécie selvagem tem o direito de viver em seu ambiente natural terrestre, aéreo ou aquático, e tem o direito de reproduzir-se. A privação da liberdade, ainda que para fins educativos, é contrária a esse direito.

Art.5o - Cada animal pertencente a uma espécie que vive habitualmente no ambiente do homem, tem o direito de viver e crescer segundo o ritmo e as condições de vida e de liberdade que são próprias de sua espécie. Toda modificação imposta pelo homem para fins mercantis é contrária a esse direito.

Art.6o - Cada animal que o homem escolher para companheiro, tem direito a um período de vida conforme sua longevidade natural. O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.

Art.7o - Cada animal que trabalha tem direito a uma razoável limitação do tempo e intensidade de trabalho, a uma alimentação adequada e ao repouso.

Art.8o - A experimentação animal que implique sofrimento físico é incompatível com os direitos dos animais, quer seja uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer outra. As técnicas substitutivas devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Art.9o - No caso de o animal ser criado para servir de alimentação, deve ser nutrido, alojado, transportado e morto, sem que para ele resulte em ansiedade e dor.

Art.10o - Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem. A exibição dos animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Art.11o - O ato que leva à morte de um animal sem necessidade é um biocídio, ou seja, um delito contra a vida.

Art.12o - Cada ato que leva à morte um grande número de animais selvagens é um genocídio, ou seja, delito contra a espécie.

Art.13o - O animal morto deve ser tratado com respeito. As cenas de violência em que os animais são vítimas devem ser proibidas no cinema e na televisão, a menos que tenham como foco mostrar um atentado aos direitos dos animais.

Art.14o - As associações de proteção e de salvaguarda dos animais devem ter uma representação junto ao governo. Os direitos dos animais devem ser defendidos por leis, como os direitos humanos.

(Resolução aprovada pela ONU)
Fonte: Renctas (Rede Nacional Contra o Tráfico de Animais Silvestres)

Direitos dos animais vão à Avenida Paulista

Por FELIPE BRANCO CRUZ, estadao.com.br, Atualizado: 23/1/2012 3:05

Motivadas por recentes denúncias de maus-tratos contra animais, cerca de 7 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, fizeram ontem manifestação na Avenida Paulista. Organizada na internet pelo site Crueldade Nunca Mais, que reuniu diversas ONGs do País, a passeata saiu do vão livre do Masp às 10 horas e foi até a Rua da Consolação.

O protesto ocupou três faixas e complicou o trânsito. Por volta das 12h30, o público já havia dispersado. Manifestações semelhantes foram organizadas em outras cem cidades brasileiras e também em Miami e Nova York.

Segundo Marta Giraldes, da Organização Internacional do Animal, o objetivo foi atingido. 'Queríamos chamar a atenção dos legisladores. As pessoas que maltratam animais estão soltas', disse. 'Hoje uma pessoa condenada por maus-tratos pode ficar presa no máximo por três anos. Quase sempre, no entanto, elas são condenadas a pagar apenas uma cesta básica', disse Marcela Lorenzoni, de 31 anos, empresária e dona do site Núcleo Pet.

Revolta. Entre os manifestantes, o clima era de revolta. A gerente de vendas Priscila Holose, de 33 anos, tomou conhecimento da manifestação pela internet e foi participar. 'Tenho um sentimento de tristeza e impotência quando leio notícias como essas. Chego a ficar depressiva e dormir chorando quando vejo um animal sendo maltratado.'

Uma carta dos organizadores divulgada com antecedência no site Crueldade Nunca Mais pedia aos participantes que não levassem cartazes com palavras de ódio. Ao fim da passeata, o público se reuniu no vão livre do Masp, onde cantaram o hino nacional.

Mais protestos. Boa parte do público se dispersou, mas algumas pessoas seguiram para a Vila Mariana, onde mora Dalva Lima, recentemente acusada de matar animais em rituais de magia após pegá-los para adoção. Dalva chegou a ser presa, mas já foi solta. Os manifestantes gritavam 'assassina, assassina' e colaram cartazes no portão da casa. A Polícia Militar foi chamada para conter os manifestantes.

Um homem, de dentro da casa, teria apontado uma arma para os manifestantes. Três participantes do protesto, Aline Caires, de 27 anos, Marcia Rosa, de 32, e Tatiane Valença disseram que vão denunciar o crime de ameaça.

Escritores se reúnem e lançam livro contra touradas na Espanha


Está sendo lançando em quatro grandes cidades espanholas “Palavras de um touro sem voz”. Publicado por Hades Editions, o livro é uma iniciativa da Plataforma “Mão Vermelha”, projeto que busca através da cultura, arte e ciência, a abolição do Festival Toro de la Vega de Tordesilhas na Espanha e, por extensão, de qualquer forma de abuso animal nas touradas.

É uma antologia composta por 27 autores: Rosa Montero, Soledad Puértolas, John Kalvellido, Emilio Silva, Carlos Manas, Angel Padilla, Jorge Riechmann, Ruth Toledano, Hugo Cardalda, Esther Tusquets, Cabo de Louise, Asier Bunting, Fernando Delgado, Narbonne Rafael, Jose Luis Victoria, Fernando Gonzalez “Gonzo”, Carlos Azagra, Elvira Lindo, Nativel Preciado, Jose Ricardo Munoz, Jose Luis Ordonez, David Fernandez Rivera, Ian Gibson, James Vincent Almela, Javier Montilla, Eduardo Galeano e Julio Ortega Fraile.

Através de histórias, poemas, ensaios e imagens, o livro mostra a a dor, o sofrimento, a crueldade na visão de cada um dos autores . É, acima de tudo, um grito da razão, da justiça e liberdade, em nome dos animais que não têm voz.

Lançamento:

Madrid: Quinta-feira (02/02), às 19 h. Quarto no Conselho da Juventude da Espanha. Montera rua, 24.

Valladolid: Quinta-feira (23/02), às 19h30. Sala de aula Sad, Palacio de Santa Cruz (piso térreo). Plaza de Santa Cruz.

Vigo: Sábado (25/02), às 19h30. Em La Casa del Libro. Calle Velázquez Moreno, 27

Barcelona: Sábado (17/03), às 19h. no Ecocentro. Calle Mallorca 330.